A montanha-russa das empresas de tecnologia

Quase todo mundo já andou de montanha-russa, ou pelo menos sabe como é a dinâmica de uma. 

O carrinho sobe lentamente até um ponto extremamente alto, enquanto os passageiros criam uma agradável expectativa, depois desse ponto ele desce em velocidade vertiginosa  até o momento das piruetas finais e enfim, a estabilidade.

Isso é bastante parecido com o que tem acontecido com o mercado de TI nos últimos meses, e a razão pela qual estamos escrevendo esse texto é justamente porque estamos no momento onde sentimos o nosso estômago colar no assento.

Segurem-se quem puder, estamos caindo!

Chegamos em um cenário onde pessoas estão sendo contratadas para serem mandadas embora semanas depois.

Pessoas tais, que possuem aspirações pessoais, compromissos financeiros e planos para as suas carreiras.

E isso tudo porque alguns acreditaram em um cenário de hipotética “nova corrida espacial” onde qualquer empresa de tecnologia estaria fadada ao sucesso quase instantâneo com promessa de retorno financeiro garantido, independentemente do que houvesse por detrás de algumas linhas de código.

Parece que a pandemia e a ideia de virtualização de todo e qualquer serviço, ainda deram uma acelerada nesse foguete desgovernado.

Bem, talvez estivéssemos otimistas demais.

A verdade é que uma vez que os ânimos esfriaram e os recursos foram pouco a pouco deixando de ser continuamente aportados por investidores, a realidade se mostrou nua e crua e aquelas empresas que não tinham um modelo de negócios robusto e lucrativo, simplesmente não tinham mais como sustentar as próprias teorias.

O resultado?

Demissões em massa, projetos à deriva e um cenário pessimista.

E mesmo que precisemos agora ajustar a rota e apertar os cintos, sabemos o que precisamos fazer:

Nossa empresa cresceu de forma consistente, de forma contínua e estratégica, sem hacks ou investimentos terceiros. Temos a expertise de compreender claramente quais são os drivers de produto, engajamento e distribuição que compõe uma empresa Saas de sucesso.

E por isso, gostaria de compartilhar com vocês algumas estratégias práticas que fazem toda diferença nos produtos que acompanhamos de perto:

– Buscar constantemente melhorias na estratégia de “go-to-market”; identificando possíveis fricções no processo, por exemplo reduzindo, suas etapas e enxugando o ciclo de venda, para acelerar a velocidade da escala da receita.

– Focar ainda mais no ICP (Perfil de Cliente Ideal), evitando a dispersão de tempo, energia, e a sensação de frustração por manter ativas conversas com prospects que não irão contratar a sua solução.

– Redesenhar o posicionamento e a comunicação da proposta de valor do negócio, considerando o momento crítico e as eventuais mudanças nas necessidades e prioridades do seu público em potencial. 

É importante adaptar todo o seu discurso e trabalhar forte em cima de um manifesto que pontue as motivações reais por trás do seu produto e como você realmente melhora a vida de seus clientes.

Não pretendemos reduzir o sucesso de uma empresa à simples dicas, apesar de verdadeiramente acreditar que bases sólidas precisam ser construídas e constantemente fortalecidas para que daí sim, o crescimento seja acelerado de uma forma saudável.

Não podemos pensar no próximo passo sem antes ter firmado o pé no passo anterior, justamente pela responsabilidade de lidar com vidas cujos trabalhos dependem do nosso sucesso.

Produtos são construídos por pessoas e para pessoas. 

E porque também acreditamos que só podemos auxiliar o crescimento de outras empresas quando sabemos replicar exatamente aquilo que fazemos de melhor na nossa própria casa, de forma prática, não apenas o que aprendemos na cartilha.

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